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Nem só de negócios se faz o Grupo Trino

Empresa prepara sucessão dos pais para as filhas, envolvendo números e sentimentos no processo

O Grupo Trino nasceu há 25 anos, quando o casal Edla Couto e Claudio Fernandes decidiu se tornar empreendedor. Ela formada em relações públicas e ele, em engenharia. Usaram seus conhecimentos para abrir a empresa focada, em seu início, nas áreas de e cursos humanos e qualidade total. Durante todo esse tempo, a empresa cresceu não apenas em números, mas também nós serviços oferecidos e hoje tem forte atuação na área de logística. Com estrutura já consolidada no mercado pernambucano, agora as filhas Cláudia Dowsley e Jéssica Couto, que já trabalham na diretoria, preparam-se para a sucessão.

A empresa começou em 1990 e, cinco anos depois, passou por um período difícil e os proprietários tomaram a decisão de encerrar as atividades. Foi apenas um passo para trás para depois seguir de forma mais consolidada para o crescimento. "Nenhum empreendedor de sucesso passa sem quebrar e isso serve como aprendizado e sucesso posterior. Meus pais encerraram as atividades sem dever nada e voltaram um ano depois com foco na área de logística", conta a primogênita Cláudia Dowsley, que hoje é gerente de negócios do Grupo Trino.

Depois do episódio, a cautela baseou os negócios. "Nos anos de alta, que a economia estava muito bem, entre 2013 e 2014, o grupo teve um crescimento grande, mas sempre tivemos prudência para não passar pelo que já tinhamos passado antes. E pensar nesse tipo de coisa faz a empresa crescer de forma consolidada", explica Cláudia. Tanto que nos anos seguintes, quando a economia ficou instável por conta da crise, o Grupo Trino não decresceu. "Ela apenas cresceu menos. Vamos fechar esse anos com alta de 7% em relação a 2016", ressalta a gerente.

O cenário para 2018 é visto de forma positiva. "Vamos atuar na frente de logística e aumentar a prospecção com um cenário econômico melhor. Em 2017, era difícil até conseguir uma visita comercial", diz. O Grupo Trino atua nas áreas de prestação de serviços terceirizados, gestão de pessoas e qualidade e armazenagem seca, resfriada e congelada, entre outras.

Trajetória

Se hoje, aos 30 anos, Cláudia Dowsley pode falar com propriedade sobre os negócios, nem sempre foi assim. Sua história com a empresa começou desde que ela era criança e frequentava o trabalho dos pais. "Sempre achei muito bonito ver minha família trabalhando. Se ia ter operação no sábado, eu ia para lá. Sempre tive orgulho dos meus pais e tem a questão do espelho, né? A gente quer ser como nossos pais", conta. O curso de contabilidade foi uma decisão baseada na vontade trabalhar no grupo. "Precisava ter noção do que era o negócio por dentro", acrescenta, contando que a irmã Jéssica, de 27 anos, seguiu o mesmo caminho.

As irmãs começaram a trabalhar na empresa desde cedo - Cláudia em 2006 e Jéssica em 2010 - e não tiveram vida fácil no começo. "A primeira política que minha mãe adotou foi de conhecer todos os setores da empresa", diz. Hoje, Cláudia é gerente de negócios e Jéssica é a gerente financeira.

Próximos Passo

Há três anos, Edla e Cláudio deram início ao trabalho de sucessão do Grupo Trino para as filhas Cláudia e Jéssica. E a passagem do bastão promete ser longa. "Acreditamos que, para ser um processo consistente, ele precisa ser duradouro e não esperamos terminar antes que complete 10 anos", afirma Cláudia. A cautela faz parte do processo. "Um dos maiores problemas que as empresas familiares têm é nessa virada de página. Mas não basta ter currículo, tem que conhecer o negócio", diz.

A sucessão tem recebido consultoria da TGI Consultoria. E, para Cláudia, o apoio tem sido fundamental principalmente para separar os negócios dos sentimentos. "Uma empresa familiar tem que o contexto que não é só números. Existem sentimentos da família por trás e é preciso ter aparato para passar pelo processo".

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